Sobre o Projeto

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50 anos após o golpe militar no Brasil, a iniciativa Nunca Mais – Nie Wieder discute as relações Brasil-Alemanha durante os anos de chumbo nas Jornadas Nunca Mais

Brasilien 1968: Das Militärregime geht mit brutaler Gewalt gegen Anti-Regierungsproteste vor. C: picture alliance / UPI

Brasil 1968: O regime militar agia com uma violência brutal contra os opositores.
C: picture alliance / UPI

O dia 31 de março de 2014 marca o 50º retorno do golpe militar no Brasil. Durante os mais de 20 anos de ditadura, repressão, perseguições e o “desaparecimento” de opositores do regime militar fizeram parte da rotina do país. A iniciativa Nunca Mais – Nie Wieder organiza, dentro deste contexto, uma série de eventos ao longo dos próximos meses: as Jornadas Nunca Mais (Nunca Mais Brasilientage).

Entre março e julho de 2014, ocorrem workshops, palestras com especialistas e testemunhas da época bem como mostras de filmes sobre o tema. Os eventos dividem-se entre Berlim, Colônia, Bonn, Frankfurt (Main), Leipzig, Hamburgo e Bielefeld, na Alemanha, e em São Paulo e no Rio de Janeiro, no Brasil.

Entre os pontos abordados nos encontros, destacam-se as estreitas relações politico-econômicas entre a Alemanha e o Brasil durante a ditadura. Quem foram os amigos alemães dos militares? Quem apoiou os perseguidos políticos brasileiros exilados na Alemanha?

A cooperação econômica entre os dois países, como por exemplo, o acordo nuclear assinado entre 1975 e em vigor até hoje, também é destaque. A história desse acordo e o estado atual das políticas energéticas bilaterais serão debatidos.

O governo militar brasileiro foi o primeiro de muitos na América Latina – especialmente no Chile e na Argentina – que, a partir da década de 1970, deixou marcas de sangue na história. O desenvolvimento e o trabalho de uma cultura de memória nesses países também serão apresentado em perspectiva.

A ditadura terminou, mas deixou marcas para sempre na história: as medidas tomadas a partir da criação da Comissão Nacional da Verdade em 2012 também fazem parte da pauta dos eventos, além das questões atuais sobre direitos humanos no Brasil, como a violência policial e a discriminação contra povos indígenas.

A iniciativa também recebe o apoio da fundação Solidaritätsfonds der Hans-Böckler-Stiftung

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